Ontem pela primeira vez saímos da nossa sala de ensaio com a instalação. Como foi bom, estranho e curioso ao mesmo tempo. Foi completamente diferente do que imaginava. De repente, estavam ali, andando pelas NOSSAS grades os personagens tantas vezes comentados na salinha de Yoga do prédio da Van. Hamlet, Polônio, Rainha e Laertes, chamando pelos nossos nomes, mexendo em nossos cabelos, gritando, sussurrando e falando com a gente. ELES EXISTEMMMM!!
E agora? Foi a primeira coisa que pensei. Como reagir àquelas presenças? Aquelas ordens? Que vontade de não obedecer, de encarar, rir, chorar, fugir, abraçar, tocar e estar junto. Como encarar aqueles novos elementos?
Confesso que no começo fui um pouco resistente, senti como se tivessem invadido nosso espaço. Nosso "fantástico mundo de Ofélias" deixava de ser só nosso. Pessoas estavam ao nosso redor, o espaço era outro, minha visão periférica desaparecia e não conseguia compor. Ao longo do "exercício" percebi que NÃO NAO, DEFINITIVAMENTE NÃO era isso que interessava naquele momento. Não interessava a instalação "bonitinha", com cenas e movimentos "bonitinhos" que as pessoas que estavam assistindo achassem "legal". O que importava naquele momento era exatamente o contrário "A QUEBRA DA FORMA" e a vivencia do momento.
De alguma maneira as composições e formas já estão em mim. O que eu tinha que aproveitar eram os novos elementos que aqueles quatro atores incríveis tinham a me oferecer. Aí sim, permiti que a troca acontecesse! E daí por diante a tarde foi deliciosa!
Obrigada Diogo, Nelsinho, Sandrinha e Rogério. Vocês são muito especiais.
Pena que só deu para deixar um gostinho de quero mais. Vamos marcar outro encontro? O que acham?