Investigação e criação cênica livremente inspirada na personagem Ofélia (Hamlet - William Shakespeare)
Cartas a Ofélia
Cartas a Ofélia
sábado, 19 de junho de 2010
o que comunica...
De onde surge o movimento? Eu posso escolher, determinar um ponto do meu corpo que comanda o movimento? Isolar uma parte desse corpo e deixá-la imóvel? Qual é o resultado dessa tentativa? Vejo que o corpo é uma coisa só e que isolando um braço, mexendo a cabeça, ou o dedão do pé, não importa, isso reverbera pelo corpo todo. Tanto o movimento, quanto a ausência dele nos dizem algo. Nesse último ensaio notei que tornar esse algo interessante é ouvir o que o corpo tem a dizer e acreditar no que ele quer comunicar. Melhor ainda é comunicar em conjunto, dois ou três corpos que se percebem, que se escutam, que se respeitam. As propostas foram deliciosas, foi muito bom contar uma com a outra e dividir essas sensações. De onde surgiram meus movimentos? Do que elas me ofereceram...
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