Cartas a Ofélia

Cartas a Ofélia
Cartas a Ofélia

quinta-feira, 28 de julho de 2011

A experiência, a possibilidade de que algo nos aconteça ou nos toque, requer um gesto de interrupção, um gesto que é quase impossível nos tempos que correm: requer parar para pensar, parar para olhar, parar para escutar, pensar mais devagar, olhar mais devagar; parar para sentir, sentir mais devagar; demorar-se nos detalhes, suspender a opinião, suspender o juízo, suspender a vontade, suspender o automatismo da ação, cultivar a atenção e a delicadeza, abrir os olhos e os ouvidos, falar sobre o que acontece, aprender a lentidão, escutar os outros, cultivar a arte do encontro, calar muito, ter paciência e dar-se tempo e espaço.

Notas sobre a experiência e o saber de experiência

Jorge Larrosa Bondía

De coisas nascem coisas

Ontem comecei a improvisar a segunda versão do meu solo e me empolguei tanto transformando, improvisando, rindo, sorrindo e me divertindo, sem sofrimento, sem angustias, sem compromissos e sem medo de errar. Foi tão bom...!! Essa semana com a Vancllea por perto, tantas fichas caíram..... tantas dúvidas surgiram...... Como é bom admirar e sentir orhulho das pessoas com a qual dividimos o palco, Vanessa e Dani, vcs me emocionaram muito, sinto tanto orgulho de tudo que estamos fazendo, amo cada dia mais, cada segundo mais.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

" A beleza é uma conclusão. E toda mulher vive de dúvidas, toda mulher é uma pergunta. Uma insaciável pergunta." - Carpinejar

Abrindo as caixas.

Minha mãe sempre conta que quando eu era pequena, bem pequenininha eu tinha mania de tirar os brinquedos de uma caixa e colocar na outra, depois eu tirava da outra e colocava de volta na primeira.
Nessas caixas eu guardava o que na época eram meus tesouros.

Durante minha infância meu pai tinha mania de filmar tudo que via, lembro dele filmando minhas apresentações de Ballet, meus aniversários, nossas viagens de família. Esses vídeos estão em caixas. Nessas caixas  guardo  a história da minha família.

 Nunca tive facilidade de falar de sentimentos, por isso, na adolescência aprendi com uma amiga a escrever cartas sobre aquilo que não tinha coragem de falar. Algumas cartas cheguei a entregar, mas a maioria  ficou guardada em caixas.
Nessas caixas eu guardava meus segredos.


Aos 20 anos, saí de casa e fui morar em Londres, foi a fase mais importante da minha vida, foi quando comecei a deixar de ser menina, as lembranças dessa época estão guardadas em uma caixa em baixo da minha escrivaninha.
Nessas caixas eu guardo algumas memórias.

As lembranças dos meus avós que se foram, estão guardadas em caixas no quarto dos meus pais.
Nessas caixas guardo minha origem.

E foi abrindo essas caixas que descobri um pouco mais do que fui, do que sou e talvez até do que me tornarei. Resolvi então mostrar a vocês o que encontrei nessas caixas, mas para não me revelar usarei outro nome, durante esse período meu nome será Ofélia. Abrirei essas caixas dentro de outra caixa,  uma caixa preta chamada teatro, uma caixa que guarda sentimentos, memórias, histórias, momentos, reflexões, amores e experiências. Uma caixa que guardará quem eu sou de hoje para sempre.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Dramaturgia do movimento

Pela primeira vez na vida percebi a importancia da dramturgia do movimento. Não digo que entendi o que é porque fazer um solo de 20 minutos sozinha foi apenas meu primeiro passo . Porém, esse primeiro passo foi desafiador e estimulante. Sei que meu solo não está genial, e pode ser que vocês não gostem dele. Mas hoje pela primeira vez senti MTO MTO orgulho do que fiz. Senti que ele deixou de ser milhões de idéias espalhadas e desconectas para  ter Liame e a partir disso comecei a entender e refletir sobre a dramturgia do movimento tantas vezes citadas nos livros e comentada pela Vancllea. Abrir mão de milhões de coisas foi o primeiro passo, perceber que algumas idéias por mais geniais que pareçam podem se tornar ridiculas quando o assunto é dramaturgia foi o segundo passo, o terceiro foi aprender que sem muita paciência e entrega o artista não cria ele apenas copia.
Como lição eu levo a beleza dos detalhes e da paciência, o tempo se encarrega das coisas, minha anciedade é minha maior inimiga. Depois de jogar fora 90% do que criei, acho que finalmente finalizei meu solo. Espero não ter mais nenhum surto até o final da semana e mudar tudo.
Vancllea ainda estou com aquele problema com o lento. Sua dica ajudou, mas ainda não resolveu, quem sabe repetindo, repetindo eu consiga melhorar.

sábado, 16 de julho de 2011

Papai....Lembra quando você disse que eu era uma princesa? Então..... eu acreditei!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Direção da obra


Em Cartas a Ofélia não estou interessada na construção de personagens. Ofélia de Shakespeare é apenas o primeiro mote gerador para se pensar a obra, mas não busco quatro diferentes construções da personagem através da interpretação das quatro atrizes. Estou interessada nas atrizes, na individualidade e singularidade de seus gestos e movimentos e, em como elas lidam com certos aspectos trazidos pela personagem de Shakespeare. Para citar: beleza; relação com figuras masculinas como o pai, o amante, o irmão; submissão e desejo, entre outros. 

domingo, 10 de julho de 2011

Processo criativo - O Quase

O que tira o seu chão? O que te arrasa?
Estas foram as perguntas que fiz aos meus quatro amigos em classe quando nos foi proposto que escolhêssemos, cada, um tema para criar um solo de teatro-dança.
“Saudade, perda, ausência, algo relacionado ao meu filho...” foram as respostas. Até eu perguntar para a Vancllea e ela me questionou o porquê da pergunta. Eu disse que estava tentando escolher um tema para o meu solo. Então ela me devolveu “O que TE arrasa?” e a resposta foi quase instantânea “Acho que... a banalidade do amor. A banalização, na verdade”, “Então fale sobre isso.”
Talvez eu estivesse com medo de falar sobre isso. Havia saído recentemente de algo que, para mim, quase tinha dado certo e acho que não queria pensar muito sobre o assunto, era muito doloroso ainda e eu não podia deixar de considerar, como sempre, que a culpa foi minha (por mais que depois viesse a compreender que não foi). Mas percebi que não iria conseguir falar de outra coisa se não daquilo, que era a minha necessidade, que eu só conseguia pensar naquilo e tentar entender porque foi quase e não apenas foi e ainda é. Foi quando me surgiu O Quase como tema, abrangendo não apenas a mais recente, mas todas as minhas experiências amorosas, pois foram, sem exceção, sempre malsucedidas.
                Vancllea nos pediu que contássemos nossas histórias, o porquê de termos escolhido aqueles temas especificamente. O exercício seria o seguinte: enquanto um conta os outros observam os gestos que esta pessoa faz para poder reproduzir para que ela veja depois.  Ao contar, meus gestos foram muito focados nas mãos. Daí foi criado o início do solo: de mãos atadas. Dessas situações beckettianas de que vivemos tentando nos libertar, mas não somos capazes, porque não depende de nós ou porque nos acomodamos ali ou esperamos ainda conseguir uma mudança na situação para que ela flua como desejamos ou realizamos um auto-boicote, talvez porque nos sentiríamos vazios se não estivéssemos nessa condição, ou...
ESTRAGON
(de boca cheia, distraído) Não estamos amarrados?

VLADIMIR
Não entendi uma palavra.

ESTRAGON
(mastiga, engole) Perguntei se estamos amarrados.

VLADIMIR
Amarrados?

ESTRAGON
A-mar-ra-dos.

VLADIMIR
Amarrados, como?

ESTRAGON
Pés e mãos.

VLADIMIR
Mas a quem? Por quem?

ESTRAGON
Ao seu homem.

VLADIMIR
A Godot? Amarrados a Godot? Que idéia! De maneira nenhuma! (Pausa) Não... por ora.

                Juntamente com o resultado desse exercício surgiu, por acaso, o pedido de desculpas na cena. Apenas por um leve momento de desconcentração ao começar a apresentar minha primeira idéia para o solo:
Mãos atadas, mãos atadas, mãos atadas... opa!
                 – Ai, desculpa! Posso recomeçar?
                – Usa isso! – disse a Van – Faz sentido na concepção do “Quase”.
Para o pedido de desculpas dar certo em cena é preciso uma desconstrução do corpo criado, o que, creio que pelo motivo dessa ação se encontrar no começo da obra (que é um momento tenso e delicado para mim, como artista, perante o público), eu não consigo executar da forma como gostaria muitas vezes. É uma das minhas dificuldades em relação a O Quase e um dos pontos em que necessito de mais concentração, o que é paradoxal se for levado em consideração que surgiu exatamente de um momento de quebra da concentração.
Como desatar as mãos e partir para outra ação foi uma das questões mais facilmente resolvíveis. A solução é a mesma tanto para o momento das mãos presas quanto para o dos dedos dos pés colados no chão. Soltam     -       se, simplesmente. Mas não se soltam para alcançar o que é almejado, não se soltam da maneira desejada, apenas soltam          -             se. São daquelas situações por que passamos e sabemos que ninguém morre por algo assim, por mais que enquanto estamos inseridas nelas sentimo-las como se pudessem, quase com absoluta certeza, nos causar a morte. Por cansaço, talvez, ou raiva ou insegurança ou desidratação ou medo ou...
Enfim, acho que por isso me identifico tanto com o título do solo da Vancllea: Pequenas Mortes. Pois é algo sobre o qual eu já havia pensado (e apelidado de mortes simbólicas, expressão retirada de aulas de filosofia do ensino médio), algo que está bem próximo de mim, não por um lado apenas, mas me c e r c a n d o. Aqui é cabível até uma retificação: tenho a sensação de que posso mergulhar nisso, como se mergulhasse n’água, fazendo parte,                                                                                                                                fluindo. E é de uma parte específica desse enorme algo que eu quero falar e que, creio, haverá de ser entendido por se tratar de um lugar comum a nós. Não com o mesmo formato, com a mesma textura, o mesmo aroma, as mesmas cores, a mesma atmosfera... mas isso não importa, porque eu posso sentir a sua versão desse lugar e identificá-lo, reconhecê-lo como tão meu quanto seu. A partir disso eu passei a experimentar diversas maneiras de explorar essa forma (pelo menos umas sete) e repeti-la, la-repeti, repela-ti, ti-larepe, lati-pere...  mas descartei a maioria, por falta de tempo para trabalhá-las como gostaria. “Menos é mais.”
Em relação à minha situação pessoal, eu, obviamente, não me sinto hoje da mesma forma como me sentia no início do processo. Nem esperava me sentir. Como já disse, ninguém morre por algo assim. Creio que no começo do terceiro mês de trabalho meus sentimentos já haviam mudado completamente. Eu não estava mais tão imersa emocionalmente no tema a ponto de isso me atrapalhar na criação. Ocorreu-me algo interessante, então: tornou-se muito mais fácil pensar e montar o solo artisticamente com o passar do tempo, por estar superando a coisa toda. Percebi que a partir daí a O Quase cresceu muito, pois consegui entrar em contato com memórias pessoais que, antes, eram dolorosas demais para serem acessadas. Foi quando eu consegui inserir no solo a Valsa Sentimental de Tchaikovsky e a figura do Cavaleiro pela metonímia do som do trote do cavalo.
A música, juntamente com a dança, é um dos meus poucos refúgios. A Valsa Sentimental, especificamente, foi para onde muitas vezes eu                         c o r r i quando algo deu errado (ou quase deu certo), é um lugar muito meu. Posso dizer até que, após tomar consciência disso, seria desrespeitoso comigo mesma não me apropriar dela para esta composição, mesmo que não fosse de uma maneira tão explícita.
A imagem dO Cavaleiro veio-me na memória no instante em que eu mais precisava, pois estava em busca do elemento que faria a obra deixar de ser uma porção de fragmentos, estava em busca do l-i-a-m-e. Sua origem possui uma história não tão longa, mas que não acho conveniente expor aqui, porque pode ser cansativa. Basicamente, poderia dizer, surgiu como material por meio da seguinte carta, entregue a mim quando foi decretado que seria quase, mas não ainda:

Cavaleiro torto
Tal Quixote
Armadura de retalhos
E a espada rota em punho
Em busca da
inexistente honra

Quão fraco e tolo
Pode ser um homem
Lutando em vão contra
Moinhos de vento que
Ele próprio criou?

Nesta inútil luta
Perde tanto corpo
Quanto alma
Embriagado pelos
Devaneios de sua mente

E mesmo no fim
Perdido em pesadelos
Enfrenta dragões oníricos
Com tal fúria
Que um retrato com
Seus pedaços
Surge no céu
E se dispersa no
Infinito
               
                Neste ponto a obra estava quase completa, eu apenas não sabia como concluí-la. Foi quando resolvi mostrá-la aos meus alunos, sem finalização mesmo. Já era essa uma experiência que eu estava disposta a fazer há um tempo: levá-los para assistir algo de teatro-dança, mas como é muito complicado mobilizar todos para isso, por que não levar isso a eles? É algo diferente do que estão acostumados a assistir, mas não tão distante do que procuramos desenvolver no âmbito do corpo nas oficinas. Pela minha percepção, a novidade foi muito bem recebida e absorvida. Ao final, sem contar-lhes ainda o título ou de que se tratava a obra, pedi que me relatassem o que viram e como se sentiram. Foi uma alegria muito grande ouvir a palavra quase ser repetida diversas vezes nos relatos e uma experiência muito interessante entrar em contato com tantas interpretações diferentes de alguns pontos. Expor meu trabalho a eles foi importante para aprofundar o meu próprio entendimento de algo feito por mim mesma. Fez-me ver que possuo várias possibilidades de atingir as pessoas por meio daquilo que expresso e quais são algumas dessas possibilidades em potencial. Estabelecer esse contato é muito importante, devo repeti-lo mais vezes num futuro próximo.
                O como concluir o trabalho foi outra dentre as minhas dificuldades. Passei três semanas experimentando diversos meios, mas nenhum me contentava. Por fim, acabei voltando à sugestão do início do processo: os pedidos de desculpa. Eu estava meio insegura quanto à utilização da linguagem falada no trabalho, com medo dele perder força, mas terminá-lo dessa forma deixou-me bastante satisfeita. Nunca deixar de experimentar uma proposta apenas por mera insegurança foi a moral da história nessa última etapa.
                Sem dúvidas, O Quase foi o trabalho que mais me moveu desde quando entrei na Universidade. Eu estava realmente precisando dessa motivação. Uma das palavras-chave de todo esse processo é Recuperação, pois consegui adquirir de novo uma certeza que havia perdido: a certeza de que onde estou é mesmo onde eu deveria estar.




*Olá, Ofélias! Estas são as minhas impressões sobre o solo desenvolvido na disciplina da Vancllea.
A Van tinha sugerido e eu também já queria compartilhá-las com vocês. :)


               

sábado, 9 de julho de 2011

Desencontros


Ela procura e não acha
Ela procura e não se acha
Ela se perde e não acha.
Ela se acha mas se perde.
Se perde porque se acha.
Se acha mas te perde.
O perde mas se acha.
Ela se encontra nele.
Ele se perde dela.
Ela se desencontra nesse encontro.
Mas  perde o desencontro.
E se encontra no outro.
Ela se perde nele.
Ela se perde deles.
Procura mas não o encontra.
E é atrás desse encontro que ela mergulha rumo ao desencontro.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Brasil Feminino

" Aos doze anos, a mulher é a crisálida que espera a luz do amor para tornar-se domada borboleta; aos treze, é um poema lírico a que falta a última estrofe; aos catorze, é um hino de harpa; (...) aos quinze é um astro em torno do qual rodopiam a graça, a harmonia e o amor, aos dezesseis é uma estatua de Madona que procura um coração de homem para dele fazer o seu altar (...)".
1903
Ditado popular na exposição - BRASIL FEMININO

terça-feira, 5 de julho de 2011

Pensando na direção da obra

"Eu não quero me privar do movimento e eu não quero me privar da voz.  Eu não quero me privar do texto. Eu não quero me privar da música. Eu não quero me privar de nada" (Ariane Mnouchkine)

Dessas coisas inexplicáveis, inesperadas e confusas que surgem nos ensaios...

Me incomoda, tudo vai, segue, gira e acaba voltando para o mesmo lugar. A mesma dor, o mesmo ponto de partida. Por dentro estou completamente livre, mas por fora não consigo me libertar. A passagem de um para o outro é muito dolorida, talvez arranque meus cabelos. E os seus? Dá seus cabelos pra mim? Eu quero tê-los. Eu quero ter seu rosto, se desmancha comigo? Se desfaz. Não quero me redimir. Eu escolhi, pronto. Você respira o meu ar, todos estão respirando o meu ar e ele está acabando, mas tudo bem, não ligo mais pra isso... só para a dor, que está na pele agora. Rasgando até ficar leve. 







Através de mim... Kiki Smith(obra acima)... e das lindas imagens que a Dani e a Lê me ofereceram nesta manhã tão fria...
vocês me aqueceram.
obrigada.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

solo

uma boa dividir! quando iniciei meu solo estava com mil idéias adorei o que fiz, depois passei um tempo longe dele no momento de minha mudança de casa. Hoje volto a ele e ele mudou também não consigo organizá-lo, marco o tempo e dá tudo errado, depois coloco uma música e não dá certo. Não acho uma música!!!! procuro, procuro, procuro e não acho. Começo a falar e não quero falar, depois fico nos movimentos e me dá vontade de falar, os liames não aparecem faço cenas separadas, mas quero uni-los. Para ser sincera, adoro isso, quando  preciso descobrir algo, pesquisar, pode ser meio masoquista, mas adoro desafios. E este é um bem grande pra mim!!! Também sinto uma grande mudança na entrada da 4 ofélia, algo já mudou!

sábado, 2 de julho de 2011

O que eu faço?


Meu solo até que tem coisas interessantes, mas não paro de desistir de movimentos, idéias e transformar trechos....não tenho noção de como ele está ou ficará. O tempo passa, me pressiona. A Vancllea chegará em São Paulo em TRÊS semanas e nada do meu solo ficar pronto...apenas idéias jogadas pela sala e gravadas no computador. Angústia é a palavra do momento... O tempo é o inimigo...e a falta dele também. Hoje ensaiei, criei e desisti de muitas coisas. O solo se modifica, se transforma a cada dia, cada segundo. Quando saberei que ele está pronto? Será que um dia ficará pronto? O que apresentareiiiiiiiiiiii????? Ahhhhh que vontade de gritar!!
Apos ensaiar achei as seguintes frases escritas por mim em uma folha de papel . 
“ O tempo é um fator fundamental na criação”
“Para chegar a resultados válidos, devem-se encontrar obstáculos e resistência, passar por momentos de crise e confronto, ter a paciência de esperar que os resultados apareçam quando acharem justo”.
Ambas são citações do livro Pedras d’água de Julia Varley
De certa forma me senti aliviada, mas insisto em perguntar . O que eu faço com a minha falta de paciência? Com essa minha ansiedade que não me deixa em paz? Com esse medo de não conseguir? Com essa angustia de me sentir incapaz? Como esperar esses resultados aparecerem quando quiserem se a vida moderna nos obriga a ter datas e limites? Se o tempo se torna nosso melhor amigo e de repente nos surpreende com um rasteira?

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O que me move?


O que me move é saber que apesar das relações-humanas estarem cada vez mais superficiais a essência humana ainda grita e pede por carinho, amor, respeito... E é por isso que a arte e o teatro não morrem, porque onde encontramos arte, encontramos também essa essência que vibra nos palcos atingindo e proporcionando a experiência da vida que está no aqui e no agora, no presente que o mundo nos entrega a cada dia, a cada minuto e a cada segundo. É o valor dessa experiência que me move e me mantém viva e é a idéia de poder dividir essa experiência, junto com valores e reflexões seja ele sobre o que for, contanto que se torne necessário para ambas as partes. que me faz continuar trilhando o caminho  do teatro, essa arte que acredito ser a transposição da essência da minha vida ao outro.