Cartas a Ofélia

Cartas a Ofélia
Cartas a Ofélia

terça-feira, 27 de julho de 2010

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Caminhos

Creio que encontrei um caminho que pode ser interessante para nossa instalação... Talvez o passo que faltava... Corpo e texto... Viewpoints Tempo sempre conosco... Precisamos mergulhar mais em cada vírgula...

terça-feira, 13 de julho de 2010

E sobre o dia 13...

Chuva... Muita chuva sendo vista pela janela, pela porta, por todo aquele vidro que cerca a gente. Adoro dias assim. E adorei estar com as Ofélias hoje. O corpo pode cansar (e como cansa!!!), as dúvidas podem aparecer a qualquer momento (...e quantas dúvidas), a vontade de ir mais além.. Nem se fala... Fiz certo? Fiz errado? "Não pensem no que vocês não podem fazer. Pensem em TUDO o que vocês PODEM fazer. Não está certo, não está errado. Façam.". Eu estou com muita vontade de fazer cada fez mais! De experimentar cada vez mais, de arriscar, de copiar, de imitar, de rir, de chorar, de concordar, de duvidar, de descobrir. Sabia que meus ombros são muito "duros" quando eu ando? Eu mal mecho meus braços! Sabia que a Dani rebola? Sabia que a Van(essa) tem o andar leve? E que falta que fez a Elaine!!!

No caminho de volta pra casa (e esse momento demorou muuuito pra chegar hoje), eu estava na chuva. Mais uma vez: chuva. E quanta chuva! Dessa vez sendo vista de outra janela... Mas com as lembranças da janela da sala de ensaio.

Foi um bom dia. Não vejo à hora de ter mais Ofélias.

Mais do que interpretes - criadoras, elas são minhas amigas. Obrigada!
E claro, obrigada a Lina também, por sempre rir da nossa cara!

domingo, 11 de julho de 2010

...

   A crise acontece após um período estagnado, sem ultrapassar os limites para a descoberta de novas formas. Ou então quando tudo em que se acreditava, começa a desabar. No nosso caso, talvez um pouquinho das duas coisas, mas toda crise tem sua função, o seu porquê, ela indica que algo precisa mudar, algo precisa realmente ACONTECER.
   Parque com vestidos pretos? Estação da luz com roupas do cotidiano? Nada mais cotidiano do que calça jeans, camiseta, tênis e cabelos presos... nada menos cotidiano do que quatro meninas/ mulheres deitadas no chão da estação, ou caminhando ao som de um piano disponível a qualquer interessado a praticar. Lindo! Uma experiência única.

   Sim, a nossa instalação precisa ser mais urbana, precisamos das pessoas que atravessam (ou não!) o nosso caminho. Mas e então, crise solucionada? Não. "Vocês estão se perdendo... não estão presentes, e de que adianta o movimento pelo movimento?" Nova crise? Talvez... mas que ela seja positiva, nos faça voltar ao Shakespeare... voltemos ao Hamlet, voltemos à Ofélia...

   Quem é Ofélia??????

Ofélias na Estação da Luz, São Paulo - SP

terça-feira, 6 de julho de 2010

Loucuras de uma atriz em crise!

Palavras, palavras, palavras....Pra que tantas palavras se elas não significam NADA! A verdade não está nelas! A verdade está no corpo e na história que ele está contando! 


O que eu digo é qualquer coisa menos o que eu digo!


O que eu escrevo talvéz diga algo sobre mim, mas não TUDO.


Nunca soube expressar meus sentimentos com palvras faladas! Por isso as escrevia!


Derrepende percebo: O caminho está certo mas é muito mais longo do que imaginava.


Como nós atrizes somos frágeis e o mundo duro!! Como Ofélia é profunda e o quanto temos ainda que aprender sobre e com ela.


Será que temos medo de enfrentar o mundo e a realidade? Será que foi por esse medo que Ofélia morreu? Medo da Liberdade? Um mundo sem ninguém falando a ela o que fazer? Sem nenhuma dependencia? Até onde dependemos uns dos outros?


Até onde as Ofélias são dependentes umas das outras? 


Eu duvido da Ofélia, duvido do Hamlet, duvido dos meus mestres, professores e diretores! E principalmente duvido de mim mesma!


Talvéz eu tenha medo das coisas darem certo! Talvéz essa seja uma barreira que coloco na minha vida sem perceber. Não quero ter esse medo! Quero dividir minhas conquinstas e não minhas decepções!


Oféliaaaaaaa!! Ofé lia a. Oƒélia....Cadê você?

Citando Stodelle

Entre os noventa graus de distância entre o corpo em equilíbrio de pé e o seu total abandono ao chão existe uma imensa variedade de ação tanto emocional quanto física e é precisamente aí que reside a dramaticidade do movimento.


Ernestine Stodelle

sábado, 3 de julho de 2010

Em Crise

Nosso último ensaio foi na quinta-feira no Parque da Juventude. Entrei em crise depois deste ensaio. Várias são as questões: O que de Ofélia tem essa instalação? Os corpos femininos foram engolidos pelo verde do espaço, claro que isso podemos trabalhar mas o que me pergunto é se estamos realmente falando de Ofélia ou apenas caminhando e gesticulando em grade. É nítida a melhora das meninas corporalmente e como elas dialogam melhor com o viewpoints tempo mas e Ofélia? Cadê? Já reli Hamlet duas vezes depois deste ensaio e a crise só aumenta... Não gostei das roupas pretas e ainda tenho dúvidas com relação ao figurino... O ensaio de domingo na Estação da luz poderá ser melhor... Água? Ofélia? Corpo? Cadê? Pós-dramático?
Crises de uma jovem diretora...

Ofélia? Ofeliaaaaaaa... OFÉLIA! Ofélia!? Ofélia é ela quem grita agora...