A crise acontece após um período estagnado, sem ultrapassar os limites para a descoberta de novas formas. Ou então quando tudo em que se acreditava, começa a desabar. No nosso caso, talvez um pouquinho das duas coisas, mas toda crise tem sua função, o seu porquê, ela indica que algo precisa mudar, algo precisa realmente ACONTECER.
Parque com vestidos pretos? Estação da luz com roupas do cotidiano? Nada mais cotidiano do que calça jeans, camiseta, tênis e cabelos presos... nada menos cotidiano do que quatro meninas/ mulheres deitadas no chão da estação, ou caminhando ao som de um piano disponível a qualquer interessado a praticar. Lindo! Uma experiência única.
Sim, a nossa instalação precisa ser mais urbana, precisamos das pessoas que atravessam (ou não!) o nosso caminho. Mas e então, crise solucionada? Não. "Vocês estão se perdendo... não estão presentes, e de que adianta o movimento pelo movimento?" Nova crise? Talvez... mas que ela seja positiva, nos faça voltar ao Shakespeare... voltemos ao Hamlet, voltemos à Ofélia...
Quem é Ofélia??????
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