"A sensação é de que minha alma sangraria para sempre. Não conseguia chorar, as lágrimas pareciam muito pequenas diante da dor que me consumia.
Então eu, que sempre me considerei forte em função de minha vivência de amadurecimento forçado e na vanguarda de minha própria idade, estava inerte novamente por um coração partido.
E quando assim estava esperando para encarar um destino irreparável, fui arrebatada em tempo pela bagagem que assim a maturidade real em função da simples vivência me proporcionou que, oras, eu continuarei viva! E não, eu não seria capaz de abrir mão de todo o construído como persona individual! Isso me pertence, não sendo perecível ou capaz de ser retirado!
Então, renasci de minha própria existência na escolha de perceber que Deus não é sádico e que eu estava pronta para encontrar a satisfação em mim mesma.
Pois com meu pai descobri a vida, com ele me descobri mulher. E mais do que formas pontuadoras em minha história, vejo esses homens me ensinando que tudo aquilo que procurei neles era algo necessário de ser encontrado em mim mesma."
Trecho da Carta de Caroline Lee
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