A distância entre a vida e a morte é frágil como um papel.
A distância entre nós e Ofélia é fina como uma folha, é pequena e grande, junta e separada, igual e oposta.
Ofélia mergulhou no mar e se dissolvel como papel na água, se despetalou como flores atropeladas e voou com o vento para um país muito distante. Lugar de onde ninguém nunca mais voltou, mas de onde de vez enquando enviam cartas; cartas de amor, cartas de consolo, cartas de ajuda. É assim que eles se comunicam com a gente, enviando cartas.
E através de cartas estamos conhecendo Ofélia, a Ofélia de cada uma de nós, a Ofélia que vive na corda bamba, a Ofélia que vive no limite da paixão, no limite da vida, no limite da morte. Mas afinal? Qual é o limite entre a vida e a morte?
Ofélia morreu de tanto amar! Ofélia se matou por amor! Ofélia morreu amando! Ofélia morreu de tanto amar! Qual o limite entre o amor e a morte? amor amorte amor mor amorte!
Ela morreu AMANDO!
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